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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

*Viva a República no Brasil !!! *


A Proclamação da República marcou o fim do Império no Brasil após 67 anos. No imaginário popular está a imagem do marechal Deodoro da Fonseca (1827-1892), como a figura central, o representante maior dos ideais de liberdade associados ao novo período. Entretanto, a instauração do novo modo de governo decorre de um processo histórico que desencadeou uma série de fatores que contribuíram para criar um cenário propício à República. Diversos fatores e agentes tiveram  importante função no gradativo enfraquecimento da Monarquia, dentre eles podemos citar abolição da escravidão, a oposição dos proprietários de terra, os desentendimentos entre D. Pedro e a Igreja Católica, dentre outros.

Em 14 de novembro de 1889, os republicanos fizeram circular o boato de que o governo imperial havia mandado prender Deodoro e o tenente-coronel Benjamin Constant, líder dos oficiais republicanos. O objetivo era instigar o marechal, um militar de prestígio, a comandar um golpe contra a monarquia. Deu certo: no dia 15, ele reuniu algumas tropas, que em seguida rumaram para o centro do Rio de Janeiro e depuseram os ministros de dom Pedro II.
O Imperador, que estava em Petrópolis, a 72 quilômetros do Rio de Janeiro, retornou para a capital na tentativa de formar um novo ministério. Mas, ao receber um comunicado dos golpistas informando sobre a proclamação da República e pedindo que deixasse o país, não ofereceu resistência e partiu para a Europa. Tamanho era o temor de que o Império pudesse ser restaurado que o banimento da família real durou décadas: apenas em 1921 os herdeiros diretos do imperador deposto foram finalmente autorizados a pisar em solo brasileiro.
No dia fatídico, Deodoro da Fonseca saiu de casa praticamente carregado por seus companheiros - o Marechal estava doente, com problemas respiratórios. Cavalgou quase a contragosto, ameaçado pela ideia de que o governo imperial, ao saber dos boatos sobre a proclamação, pretendesse reorganizar a Guarda Nacional e fortalecer a polícia do Rio de Janeiro para se contrapor ao Exército. Foi o republicano José do Patrocínio que, horas mais tarde, dirigiu-se à Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, presidindo o ato solene de proclamação da República. Deodoro, a essa altura, estaria em casa, possivelmente assinando a carta que chegaria a seu amigo pessoal, o imperador Pedro II, informando, com grande pesar, o banimento da família real.
(Texto adaptado da Revista Nova Escola- Disponivel no site:http://www.revistaescola.abril.com.br/)

http://elienehistoria.blogspot.com.br/2010/11/proclamacao-da-republica-uma-visao.html

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